sexta-feira, 26 de novembro de 2010



terça-feira, 23 de novembro de 2010

http://www.rainymood.com/
Coisas simples

coisas simples são os malmequeres
as papoilas, o rosmaninho
o loureiro que seca nos sobrados
as amoras que encontramos nas silvas
e comemos.

coisas simples são o latir do cão
o canto do galo na quinta
o cheiro a terra lavrada
o regato que corre entre pedras gastas
e não se importa.

coisa simples é olhar o horizonte
e ficar em suspensão
sentindo o levante e o barulho do mar
o cheiro a maresia
e absorver.

de todas as coisas simples
sobraram as cores
e sorrisos largos como os dias
em que me abraças e o tempo se perde
na contagem inútil das horas. 
amanha o dia sera melhor do que hoje.




















poderá!
A Sombra
[Patricia Montenegro]

Existe uma sombra,
-Maior do que eu-
Ela me segue,
-Sempre-
A cada passo que dou,
Ela está lá,
Espiando-me!
Controlando-me!
Seguindo-me pelo caminho,
Uma sombra,
Que me julga,
Acusa impiedosamente, 
Os meus atos,
Recrimina o que sinto,
Traindo minha confiança,
Roubando-me a liberdade,
Uma sombra sem emoção,
-Fria como a noite escura-
Que assusta,
E me diz pare!
Mas quero seguir,
Siga!
Quando quero parar,
Uma sombra,
-Infinita-
Que não me liberta,
Está presa a mim,
E no seu silencio,
Atormenta-me a alma,
Quem vencerá essa batalha?,
-Invisível-
Oh! Deus!!!
Essa sombra,
-Tão cruel-
É o meu outro eu...

Rio de Janeiro, 20-07-10 - 04h. 30mim
Coloquei minhas mágoas dentro de um saco, mas não as levei nas costas, por causa do peso delas.

Deixei-as amontoadas num canto, até serem levadas pelo vento (que aprendi que vem com o tempo). Porque as coisas ruins devem ficar adormecidas num asilo próprio para emoções já cansadas. Passei dias e noites treinando as minhas saudades, pa...ra que elas não me desmoronassem na frente dos outros.

Para que elas se equilibrassem no meio fio e não me fizessem voltar atrás para buscá-las.

Do meu riso, fiz companheiro fiel, que me acompanha e me abre os caminhos. Fiz chá de estrelas e sossego pra me tirar da testa as rugas – aquelas da insatisfação. Depois provei da água da serenidade e virei criança de alma.

Pus emplastro poderoso nas feridas, que com o tempo pararam de doer e só são lembradas nas missas de sétimo dia. Adocei os olhos com colírio de adeus, para que eles se preparassem e se acostumassem com o tapete vermelho do futuro que se estende a minha frente. E fui me despedindo de tudo aquilo que poderia ter sido e não foi.

domingo, 21 de novembro de 2010

Do gozo ao gosto. Da libido ao acontecido. É assim que observo e sinto.
hum...libido...libido para a vida...libido para respirar...para existir...viver...fazer e acontecer
http://www.youtube.com/watch?v=Bs1pkcFC3AY&feature=related
É assim: com o tempo você começa a sacar que muitas coisas que a gente achava o máximo ontem, hoje é um saco. Você passa estreitar alguns gostos e alargar outros de um jeito incrivelmente fantástico. Então você pára, pensa e percebe que as coisas mais simples são maiores que seus olhos poderiam enxergar no dia de ontem. E você realmente entende que pra olhar com os olhos da alma são necessários exercícios constantes. Você saca que sacar não é nada diante do sentir. Que os sentidos é tudo antes de entender algum treco ou coisa. Então se percebe que o dom da vida é viver. Que sofrimento faz parte de um intervalo e não de todo processo. Sofrer significa atravessar um trânsito em horário de pico sem sinal, sem ponte, sem faixa de pedestre. Mas é preciso atravessar o trânsito. E você sente medo. Mas atravessa. E suspira. E consegue olhar pra trás e enxergar apenas adiante. E com o tempo você percebe a força de todo e qualquer tempo. E entende que as pessoas não têm defeitos, o que existe são diferenças de pólos. A não-combinação do processo. Mas também entende que o processo é este. Um bagulho pra ser queimado. Sentido. Viajado. Manifestado. (Dani Morreale)






AG
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_163104680391949
"Amor quando é amor não definha
E até o final das eras há de aumentar.
Mas se o que eu digo for erro
E o meu engano for provado
Então eu nunca terei escrito 
Ou nunca ninguém terá amado."

William Shakespeare




AG
O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.


AG

Sentir-te!

Sentir-te cá dentro
É como viajar no tempo, numa viagem sem fim
É descobrir sem medo o que me une a ti
É pedir-te um beijo é sentir com jeito que gostas de mim

Não consigo resistir a esse teu jeito…
Meigo…
Tocaste-me sem saber que me levaste…
No universo em que te encontras
Não procures não faças contas

Fecha os olhos e SORRI…
Deixa 

por Sônia Arruda

Ah! Deixa que o tempo passe
E que a tarde mole escoe
E que a coberta escura da noite
Vista o teu corpo estendido

Deixa, simplesmente... Deixa!
E que nenhuma coisa perturbe
O silêncio conquistado
A ausência de sentido

Aprecia essa hora cheia
Quando os membros relaxam
Se entregam, displiscentes
Sem complicadas defesas

Deixa que a sensação invada
E domine a lógica, já inútil
Fica livre, ao menos um pouco
Para apreciar o inexplicável

Perde a hora do ponteiro
Perde o prumo e o fôlego
Perde o fio da meada
Perde o medo do mergulho

Vem, agora, que eu te ofereço
A mão, o corpo e a vida
E se não souber, te ensino
Ou aprendemos junto, o que é melhor ainda...

sábado, 20 de novembro de 2010

Vida Cigana (Geraldo Espíndola)

Adriana Partimpim -- Fico assim sem você - Vídeo Oficial

Como Zaqueu
Eu quero subir
O mais alto que eu puder
Só pra te ver
Olhar para Ti
E chamar sua atenção para mim.
Eu preciso de Ti, Senhor
eu preciso de Ti, Oh! Pai
Sou pequeno demais
Me dá a Tua Paz
Largo tudo pra te seguir.
Entra na minha casa
Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti,
Porque o Senhor é o meu bem maior,
Faz um Milagre em mim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, é um escolha.

P.S.eu te amo ( same mistake - James Blunt )

http://www.youtube.com/watch?v=TqalZCEzohs

PORRA!! eu Já fui PORRA

‎~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º ~º


Pois Eh..

Não adianta espernear
Nao adianta chorar
você com certeza já foi uma grande porra!e por um tempo a saco do seu pai era sua morada huahauhhua, vai dizer que não ?

Agora você pode dizer:

PORRA!!
eu Já fui PORRA.

Reflexões especiais...


Olhe para trás! Está vendo o caminho percorrido? Entre quedas e tropeços, subidas e descidas, momentos bons e ruins, chegamos até aqui. Vivemos histórias que não pertencem a ninguém mais. Guardamos na memória fatos que máquina nenhuma no mundo conseguirá revelar: fazem parte das nossas lembranças, nossos passos e da pessoa única que somos. Mas, infelizmente, temos o hábito de guardar cicatrizes do que nos fez infelizes e olharmos como uma lembrança distante e apagada o que nos deu alegria. É possível ressentir uma grande dor com grande intensidade, trazendo à tona as mesmas emoções vividas, mas como é difícil ressentir do mesmo jeito uma felicidade que um dia nos fez vibrar! O ideal seria inverter as situações. Guardar na pele e na alma cicatrizes do que nos fez bem e nos lembrar do mal sem muita nitidez. Guardar das pessoas o lado bom, o bem que nos fizeram e o que de bom vivemos juntos. Talvez devesse constar com mais freqüência as palavras "perdão" e "compreensão" no nosso dicionário. De vez em quando, digo, olhe para trás! Mas não se volte completamente. Olhe apenas o bastante para se lembrar das suas lições para que estas te sirvam no presente. Não lamente o que ficou, o que fez ou deixou de fazer. O que é importante seu coração carrega. Olhe diante de si! Há esse véu encobrindo o que virá, deixando entrever apenas o que seus sonhos permitem. Mas existe dentro de você uma sabedoria de alguém que desbravou alguns anos da história. Existe dentro de você uma força que te torna capaz! O dia chega insistente como as marés do oceano. Às vezes calmo, outras turbulento, mas presente sempre. Vivo sempre. Cada noite dormida é uma vitória, cada manhã, um novo desafio. E você nunca está sozinho, mesmo quando se sente solitário. Todo o seu passado está gravado em você, como gravadas estão as pessoas que você amou. Levante esse véu pouquinho a pouquinho a cada amanhecer; sem pressa, saboreando a vida como uma aventura, nem sempre como um mar calmo e tranqüilo, mas possível, muito possivelmente vitoriosa. Construa hoje as suas marcas de amanhã...

Um estranho homem constrói um mundo holográfico utilizando ferramentas para a mulher que ele ama.

Um estranho homem constrói um mundo holográfico utilizando ferramentas para a mulher que ele ama.

sábado, 13 de novembro de 2010

Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

terça-feira, 9 de novembro de 2010


Cannabis sativa (maconha)

por Mauro Kwitko - maurokwitko@yahoo.com.br

A Cannabis sativa é uma planta herbácea da família das Canabiáceas e o seu principal composto químico psicoativo é o delta-9-tetrahidrocanabinol, comumente conhecido como THC. Possui também outros canabinóides, como o Cannabidiol e o Cannabinol, todos eles responsáveis pelos seus efeitos a nível do Sistema Nervoso Central. Entre esses efeitos, que atraem muitas pessoas, estão o relaxamento muscular, uma sensação de calma, uma sonolência, uma melhora do humor, um aumento do otimismo, um estímulo da criatividade e uma certa euforia.

No início do uso dessa planta, tem-se uma sensação agradável e atrativa, pois acalma, relaxa, interioriza a pessoa, os problemas desaparecem, nada é mais tão sério, por isso torna-se a solução para o estresse diário, a tristeza, irritação, para as coisas chatas da vida e começa a intensificar-se porque seu efeito é tão bom que não se vê motivo para não usá-lo, afinal de contas, fica-se mais calmo, mais pacífico, mais alegre, por que não usar, então?

E o uso da Cannabis passa a ser um ato rotineiro e, aos poucos, essas sensações agradáveis começam a mudar: o relaxamento vai virando preguiça, a calma vai transformando-se em lassidão, a melhora do humor e do otimismo começa a virar postergação, a necessidade de fazer coisas que não se gosta de fazer, começa-se a deixar para mais tarde "Depois eu faço...", "Amanhã eu faço...", o aumento das idéias criativas vão se tornando uma criatividade apenas teórica "Tudo bem..."

Quando seu uso começa na pré ou na adolescência, com o tempo, a entrada no mundo adulto, que nada mais é do que tornar-se uma pessoa séria, responsável, dinâmica, trabalhadora, engajada no mundo, começa a demorar para acontecer... E o jovem estagna e não amadurece, os anos vão passando e ele, na mesma, mas já não é tão jovem e aí começa o pior: vai ficando ridículo. Veste-se como um adolescente e já é um adulto, mas não se vê como tal, sente-se ainda um jovem, mas não é mais... Os seus antigos amigos, "caretas", tornaram-se adultos, e ele não. Quem estudou, esforçou-se, acabou a Faculdade, está trabalhando, ganhando dinheiro, fazendo coisas, e ele? Ainda morando e dependendo financeiramente dos pais, que passam a ser, então, os culpados por sua situação. Ou se não são os pais, é a sociedade, o mundo, os políticos...
Suas metas e idéias vão se transformando em apenas uma viagem mental, sem uma concretização prática das mesmas; vai ocorrendo uma tendência ao isolamento, à solidão, ou a um excesso de sociabilização, sem critérios, com uma perda da autocrítica. O usuário em ruína evolutiva do seu aspecto físico, vai perdendo o cuidado com a aparência e atitudes, a ponto de todas as pessoas verem que ali está uma pessoa viciada em maconha, menos ela própria, pois vai a lugares com o odor característico da planta sem perceber isso, acha que colocar desodorante ou um perfume vai disfarçar o cheiro; ou some, e depois volta com o sorriso infantilóide característico, falando bobagens ou escondendo-se pelo cantos.
Sua fala e conduta começam a revelar que ela está substituindo sua saúde, sua energia positiva, por uma atividade egocêntrica, infantil, teórica, de quem não consegue amadurecer, numa viagem mental por mundos pseudo-espirituais que não irão beneficiar nem a ela nem às pessoas com quem convive ou necessitadas de sua atenção e cuidado, como os doentes, os pobres, os deficientes, num exercício de caridade, que exigiria uma atitude ativa, madura, pró-ativa, e não passiva, adolescente, introvertida, como o uso dessa planta cria.

A felicidade que a pessoa sente, vai se tornando uma alegria infantilóide porque o uso cotidiano dessa planta impede a pessoa de amadurecer; um jovem de 18 anos comporta-se como um de 14, ou menos, um adulto de 20 e poucos anos parece um adolescente, na linguagem, na maneira de vestir-se, e isso começa a refletir-se nos estudos, no trabalho. Além disso, o uso de uma substância proibida por lei pode ir criando sintomas paranóicos e esquizofrênicos, como uma ilusão de perseguição, surgirem visões, aflorarem idéias espirituais estranhas, principalmente, se o usuário começa a ser (mal) acompanhado por espíritos desencarnados, ex-usuários, que passam a influenciá-lo em seus pensamentos, em seus hábitos, até dominarem completamente a sua mente e vontade.
Muitas pessoas afirmam que o seu uso, pela expansão da consciência que ela provoca, traz consigo uma abertura espiritual, uma nova visão a respeito da realidade, uma libertação da informação materialista da nossa sociedade egóica e capitalista, como se fosse um reencontro consigo mesmo, com a nossa identidade espiritual e por isso ela é considerada como uma "planta sagrada" e o seu uso é defendido como se fosse um direito espiritual, até baseando-se na liberdade de culto e opção religiosa.

Uma das alegações dos seus usuários é que essa planta é "pacífica" em sua mensagem, que ninguém sob seu efeito torna-se violento, nem agressivo, que a pessoa fica mais espiritual, mais calma e amorosa. E a comparação com a bebida alcoólica, que é legalizada e até incentivada, e o seu efeito desrepressor, liberalizador de características escondidas, que muitas vezes degeneram em agressividade, em posturas auto e heterodestrutivas é um dos argumentos dos usuários da Cannabis, e não se pode tirar deles totalmente a razão desse raciocínio.

Chega-se a argumentar que se todas as pessoas a usassem, terminaria a violência na Terra. Pode ser... Então, fico pensando, quem sabe o uso sacramental da Cannabis poderia realmente ajudar a erradicarmos a nossa violência, a domesticar o ser humano, a amansar o nosso Ego, a nos espiritualizar? Talvez sim, mas infelizmente, pelo uso inadequado dela, a qualquer momento, de qualquer maneira, sem nenhum respeito que exigiria, então, a "sacralidade" dessa planta, sem respeito por suas características de "planta sagrada", o que se vê nas ruas, nos colégios, nas universidades, nos consultórios, é que essa abertura espiritual se revela numa experiência meramente teórica, numa espiritualidade egocêntrica e egoísta, numa busca de viagens internas de descobertas fantásticas, num exercício infantil de busca de prazer e curtição, de ampliação da capacidade de sentir os sons e as cores, visando apenas viajar...
A "espiritualização" virou somente uma teoria, de idéias espirituais, um desejo de interiorizar-se mais e mais, ser calmo, pacífico... Isso me lembra uma história budista:

"Uma vez um aprendiz se ofereceu como discípulo de um monge num templo nas montanhas. O monge perguntou o que ele sabia fazer. O aprendiz se sentou e entrou em estado meditativo. Passava o tempo e o candidato a aprendiz, ali, sentado, meditando, interiorizado... Os dias passando e ele ali, sorrindo, feliz, meditando... O monge num certo momento, resolveu interromper aquele exercício egoísta e perguntou se ele queria ajudar no templo, tinha que varrer o chão, limpar a cozinha, o banheiro... O candidato respondeu que queria iluminar-se, preferia ficar ali, meditando... O monge pegou a vassoura que estava lhe oferecendo para trabalhar e o expulsou a vassouradas dizendo que já tinha suficientes budas de pedra para enfeitar o templo..."


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