domingo, 21 de novembro de 2010

Deixa 

por Sônia Arruda

Ah! Deixa que o tempo passe
E que a tarde mole escoe
E que a coberta escura da noite
Vista o teu corpo estendido

Deixa, simplesmente... Deixa!
E que nenhuma coisa perturbe
O silêncio conquistado
A ausência de sentido

Aprecia essa hora cheia
Quando os membros relaxam
Se entregam, displiscentes
Sem complicadas defesas

Deixa que a sensação invada
E domine a lógica, já inútil
Fica livre, ao menos um pouco
Para apreciar o inexplicável

Perde a hora do ponteiro
Perde o prumo e o fôlego
Perde o fio da meada
Perde o medo do mergulho

Vem, agora, que eu te ofereço
A mão, o corpo e a vida
E se não souber, te ensino
Ou aprendemos junto, o que é melhor ainda...

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Rondonopolis, mato grosso, Brazil

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